Medo, Ansiedade e Distúrbio de Ansiedade

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Por alguns motivos todos nós ficamos nervosos ou ansiosos, ao falar em público, uma entrevista importante de emprego, dificuldades financeiras e até mesmo uma mudança de hábitos alimentares.

Em alguns casos, a ansiedade se torna tão frequente , ou tão forte em uma dimensão maior que começa a tomar conta de suas vidas.

Mas então Angélica como saber se ansiedade do dia a dia já ultrapassou os limites e se transformou em transtorno?

Precisamos ficar atentos pois, a ansiedade vem de diferentes formas, como:
Ataques de pânico, fobias, ansiedade social… e a distinção entre um diagnóstico oficial e ansiedade “normal” não está sempre muito claro.

É preciso ressaltar que muitas vezes o medo é confundido com ansiedade. Frequentemente estamos sofrendo ameaças , seja da nossa segurança física, emocional, psicológica, profissional entre tantas outras, essas ameaças desencadeiam reações primárias, uma delas é o medo, esse tem o objetivo de apenas nos proteger.

No entanto, aquela ameaça que não é imediata, mas sim em forma de pensamento de que pode vir acontecer, (geralmente algo ruim) desencadeia uma emoção secundária, esta sim é denominada ansiedade.

É muito natural que enfrentemos situações não confortáveis, como ir ao dentista por exemplo ( nem todas as pessoas tem medo do dentista, é apenas para exemplificar) nesses casos, você pode transpirar mais do que o normal, as mãos ficarem geladas e suadas e o coração acelerado, antes mesmo de ter chegado ao consultório, tanto em menor ou maior intensidade, como forma de se prevenir ao acontecimento que está por vir, este tipo de reação é uma emoção que antecipa o acontecimento e podemos chamar de ansiedade e ela faz parte das nossas vidas.


Algumas vezes, essa ansiedade ocorre com intensidade e frequência bem maiores do que poderíamos aceitar, e isso afeta a qualidade de vida até mesmo seu rendimento profissional. Nesses casos, passa a não ser normal e se transforma em doença e caracteriza como distúrbio de ansiedade.
Distúrbios de Ansiedade – Ocorrência e Importância
Ao longo de nossas vidas podemos dizer que em torno de 40 a 50% das pessoas irão apresentar algum tipo de distúrbio de ansiedade.
Grande parte dessas pessoas que tem uma doença, não percebem que estão doentes, muitas vezes procuram profissionais da área médica que não conseguem detectar ou não dão valor as queixas, dessa forma a pessoa fica sem diagnóstico e o mais importante sem tratamento.


Toda via o problema pode se agravar quando os distúrbios de ansiedade estão associados a outros problemas de ordem mental, e o risco de complicações aumenta. Ansiedade associada a depressão, por exemplo agrava o risco de suicídio , então se suas queixas não forem ouvidas pelo profissional , insista em sua saúde e procure uma nova avaliação.

Tipos de ansiedade
As formas de vivenciar a ansiedade variam de pessoa para pessoa, alguns tem ansiedade generalizada, que é possível ser administrada, mas parece nunca sumir. Em outros casos pessoas sofrem de ataques intensos e momentâneos de ansiedade. Outros necessitam usar artifícios para driblar a ansiedade como organizar ou limpar excessivamente para que consigam relaxar. Em outros casos a ansiedade aparece em situações sociais ou bem especificas. É muito importante detectar o tipo de ansiedade para que ela seja controlada de forma correta.

1 – Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)


O TAG é o tipo mais comum e disseminado de ansiedade. É um estado de tensão e nervosismo que progride sem existir uma causa especifica ou por algum motivo que não justifica um grau elevado de ansiedade. A pessoa se sente constantemente no limite, a ponto de explodir, extremamente preocupada, ansiosa ou estressada, e sente que isso está acabando com sua vida.

Sintomas: Cansaço constante, irritação, fadiga, letargia, tensão muscular (costas, pescoço e ombros), dificuldade de concentração, pensamentos negativos.


É importante saber que ela normalmente se associa ao Transtorno do Pânico e ao Transtorno Obsessivo-compulsivo.

2 – Fobia Social (FS)


No decorrer da sua vida, algumas pessoas vão experimentar algum tipo de fobia social, isto é um medo fora do comum e irracional de convivência e interação sociais. Timidez em locais públicos, ou ao falar em público é comum e natural . Já a fobia social ocorre em intensidade exagerada, onde essas relações são extremamente prejudicadas e por vezes paralisantes.

Pessoas com fobia social apresentam:

Medo exacerbado de falar em público;
Medo de serem julgadas, criticadas e até mesmo uma certa paranoia que os outros estão em constante observação;
Medo fora do comum de estar fazendo algo errado, estúpido;
Ansiedade irracional em qualquer situação que lhe deixe desconfortável;
Dificuldade de fazer novas amizades ou conhecer novas pessoas;
Por conta desses sintomas, as pessoas começam a evitar situações sociais ao máximo, como forma de aliviar essa ansiedade. Infelizmente acabam perdendo oportunidades de convívio social afetivo e até mesmo profissional, e com esse isolamento tem maior facilidade e propensão para desenvolver depressão e ou alcoolismo.

3 – Transtorno do Pânico (TP)

As pessoas com transtorno do pânico tem altos níveis de ansiedade, isso é denominado ataque de pânico, esses eventos podem ser desencadeados por estresse, distúrbios de ansiedade, ou simplesmente por uma associação ruim que a pessoa faça ao evento que está vivenciando naquele momento.
No ataque de pânico a pessoa experimenta uma sensação intensa de algo muito ruim ( como se previsse que algo ruim está por acontecer). Nesses eventos a pessoa sente sintomas físicos e mentais muito intensos, e muitas pessoas precisam inclusive serem hospitalizadas, pessoas que presenciam não entendem a situação e muitas vezes acreditam que tem algo errado com a saúde física.

Sintomas físicos:
Sudorese, taquicardia, falta de ar, dor no peito, tontura, formigamento, dor no estômago e náuseas.

Sintomas mentais:
Sentimento de despersonalização, isso quer dizer que a pessoa não se identifica mais com ela mesma, sensação de morte iminente, como se algo ruim fosse acontecer a qualquer momento, medo extremo de ter uma doença incurável ou de difícil tratamento, sentimento de desamparo.
É muito importante procurar atendimento especializado quando eventos como estes ocorrerem, para seja feito um diagnóstico correto sucedido de tratamento.

Outro detalhe importante é que o Transtorno de Pânico é caracterizado não só pelos ataques de pânico, mas também pelo medo de ter o ataque de pânico. Assim, é possível ter o Transtorno de Pânico sem ter muitos ataques de pânico.
4 – Agorafobia

É o medo extremo de sair da segurança de seu lar, sentimento de vulnerabilidade fora da segurança do lar, constantemente a vida social é abalada a ansiedade se instala e não permite que a pessoa saia.
Normalmente, mas não é regra vem associada ao transtorno de pânico, que caracteriza o medo de multidões, sendo de lugares abertos ou fechados desconhecidos, medo intenso de não saber o que fazer nessas situações.

5 – Fobia Específica
Essas fobias são caracterizadas por conta de situações especificas, em sua grande maioria são injustificáveis racionalmente ( a maioria das pessoas entendem que não é um medo racional, mesmo assim não conseguem sair da situação. )

Nesses casos existe um pensamento de desastre eminente, crença de que algo de muito ruim irá acontecer, dessa forma o indivíduo desenvolve um comportamento que evita ao extremo participar dessas situações ( faz qualquer coisa para evitar o estimulo fóbico)

Sintomas para fobias especificas.
Afastamento parcial ou total para evitar o estímulo fóbico;
Excesso de medo em situações especificas;
Medo incontrolável (mesmo sabendo que é irracional)
Afastamento exagerado para evitar o estímulo fóbico;
Mudança de rotina por conta do medo.
Alguns exemplos: catsaridafobia (medo de barata), ceraunofobia (medo de relâmpagos) e ofidiofobia (medo de cobras). Coulrofobia (medo de palhaços)

Leia com atenção se você se encaixa em algum dos quadros busque ajuda, porque pode ser tratado.

Angélica Poleze (11) 94280-3308

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